O que é um e-commerce?

O que é um e-commerce? Esta é a pergunta que muitos dos donos de empresas físicas estão se perguntando no momento, e viemos aqui para explicar o que é, como surgiu, quais os seus tipos e como funciona.

Seja você novo no ramo ou alguém que possui uma loja física, já deve ter notado a força que o comércio eletrônico tem.

Assim, nota-se que o Comércio virtual está ganhando cada vez mais relevância no empreendedorismo

A verdade é que, hoje, não dá mais para ignorar o potencial do E-Commerce!

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM), estima-se que o E-Commerce deve crescer 18% ainda este ano, o que pode movimentar 106 bilhões de reais.

Entretanto, engana-se quem quer entrar neste mundo e não terá trabalho duro, alem disto é preciso entender sobre o assunto.

Assim, ao longo deste artigo, mostrarei os principais pontos de dúvidas que envolvem o E Commerce para você entrar com o pé direito e não se perder ao longo do caminho.

Se você está pesquisando sobre como montar um negócio para vender produtos na internet, tenho certeza que este texto é para você!

 

  1. O que é um E-commerce?

  2. Como surgiu?

  3. Como funciona o E-commerce?

  4. Tipos existentes comercio virtual?

  5. Vantagens do comércio virtual?

  6. Entendendo a estrutura de um E-commerce!

  7. Qual será o futuro para os E-commerce?

  8. Quais são os comércios virtuais mais bem-sucedidos no Brasil?

  9. Quais são os maiores comércios virtuais do Mundo?

 

O que é um E-commerce?

De maneira inicial, E-commerce  é a comercialização de produtos e serviços pela internet, onde as transações são realizadas via dispositivos eletrônicos, como computadores e Smartphones.

Este tipo de comercio tem varias vertentes de canais de venda, como Lojas Virtuais, Marketplaces, vendas em redes sociais e até vendas por e-mail marketing.

Embora seja uma ferramenta popular nos dias de hoje, muitas pessoas, blogs e até a imprensa ainda não sabem a definição correta e tratam o termo e-commerce como sinônimo de loja virtual.

Isso já se provou ser um grande equívoco, tendo em vista que uma coisa não é a mesma que a outra.

É válido frisar que a expressão e-commerce se diferencia do termo “loja virtual”, uma vez que o segundo conceito se refere ao website em que os clientes adquirem os produtos, ou seja, é um dos canais do e-commerce.

 

Como surgiu o e-commece?

Vocês sabem que antigamente, o único jeito de fazer compras era de maneira física, ou seja, ir a uma loja, escolher o produto e sair com ele. Foi assim que os comércios por telefone e o catálogo apareceram. As pessoas faziam os seus pedidos à distância e esperavam um tempo “razoável” até recebê-los.

O nascimento das compras “on-line”, foi em 1979 que Michael Aldrich. Ele criou o primeiro sistema de processamento de transações on-line entre empresas e consumidores (B2C) e entre empresas (B2B).

Com a popularização da internet na segunda metade da década de 1990, o comércio eletrônico começou a operar de forma semelhante ao que acontece atualmente.

Já no Brasil, o inicio da internet foi durante a década de 1990, ganhando proporção e alcance principalmente nos anos 2000 e começo de 2010. Assim, pessoas passaram a se comunicar e logo se interessaram pelas compras por meio on-line.

Nos últimos anos, inclusive, tem se desenvolvido a passos largos em todo o mundo e ajudado empresas a fidelizarem seus clientes ainda mais.

 

Como funciona o E-commerce?

Basicamente, a parte de funcionamento de um e-commerce funciona da seguinte maneira:

  • exposição de produtos;
  • pagamento (concretização da venda);
  • entrega de mercadorias. 

No meio disso, existem processos que vão do marketing e atendimento inicial, passando pela logística de envio e pós-venda. Um procedimento complexo, mas, não difícil de ser executado, se caso tenha uma orientação segura.

Em uma loja virtual ou marketplace, os produtos estão anunciados em páginas, que funcionam como vitrines. Nele, fotos dos produtos e vídeos são comuns. Também são apresentadas as especificações técnicas e características como peso, dimensões e preço.

O cliente, então, pode adicionar um produto ao carrinho e continuar comprando ou seguir para o pagamento. Na hora de pagar, ele deve fazer um breve cadastro ou fornecer informações básicas, como nome, CPF e endereço de entrega. Dependendo do local, há a cobrança de frete, que é incluída à parte do preço.

A escolha da forma de pagamento vem em seguida. Ao optar pelo cartão de crédito ou débito, as informações são transmitidas por uma rede segura, de modo a evitar fraudes. Depois, o cliente só precisa esperar para receber o pedido no lugar desejado.

 

Quais são os tipos existentes de e-commerce?

Agora que você já entendeu o que é um e-commerce, agora, é o momento de saber os tipos existentes.

Antes, é importante que você saiba que, o e-commerce pode vender produtos físicos ou digitais, como vídeos, cursos e e-books. Em alguns casos, como a Amazon, as vendas são mistas.

Quando você pensa em um e-commerce, logo vem em mente um site que vende produtos para o consumidor final, não é mesmo?

Mas, para que você saiba, muitas empresas que vendem para outras também têm o ambiente virtual como estratégia comercial.

 

E-commerce B2C, B2B e C2C

Tradicionalmente, há três tipos de categorias de E-commerce no Brasil:

  • B2C (Business to Consumer) é um modelo de negócio em que a empresa visa o consumidor final. Dessa forma, a única operação encontrada é o consumo. A grande maioria das lojas virtuais se encaixa nesse tipo. É o E-commerce mais popular dos três modelos. É o varejo tradicional.
  • B2B (Business to Business) é um modelo de negócio dentro do comércio eletrônico em que empresas fazem transações com outras, sendo que essas operações podem ser revendas, transformações ou consumo. Não tão massificado ainda no Brasil, são lojas virtuais criadas por fabricantes ou distribuidores. É utilizado, em geral, por revendedores menores que vendem o produto para o consumidor final no varejo. Basicamente, esse é o E-commerce de atacado.
  • C2C (Consumer to Consumer) são enquadrados sites em que qualquer pessoa pode cadastrar um produto e vender para outra pessoa. São os chamados marketplaces. O exemplo mais comum é o Mercado Livre, mas também podemos enquadrar sites como Enjoei, OLX e Bom Negócio.

Resumindo para que você entenda bem, no primeiro caso, o cliente final é o público de interesse (B2C), enquanto no segundo, geralmente, o foco fica em outras empresas (B2B). E o ultimo são sites próprios para transações entre consumidores, isto é, Consumer to Consumer (C2C), como OLX, Bom Negócio e Enjoei.

 

Marketplaces (C2C)

Ele funciona como um “shopping virtual”, em que uma marca maior abriga várias lojas virtuais. Assim, diversos negócios oferecem o mesmo produto e o comprador escolhe aquela que for mais conveniente.

Exemplos como o Mercado Livre, OLX, Bom negócio, Enjoei, Amazon, Americanas, Submarino dentre outros, além de venderem produtos dos seus estoques, esses sites disponibilizam produtos de outras lojas.

 

Quais são as vantagens do comércio virtual?

Vender pela internet é vantajoso, em primeiro lugar, porque é possível diminuir custos.

Logo, não há muita necessidade de uma loja física, sendo necessário apenas um ambiente para estocar produtos e despachar os pedidos. O investimento para montar uma loja virtual é consideravelmente inferior ao necessário para um loja física em um bom ponto comercial, como um shopping por exemplo.

Acreditamos que uma outra característica vantajosa do comercio virtual é gerar conforto para os clientes.

Ademais, já diz Peter Drucker, “tudo que pode ser medido, pode ser melhorado”, assim, todos os resultados podem ser analisados, como o número de visualizações de um produto ou abandono de carrinho, e usados para orientar futuras decisões.

Como consequência, há uma conquista de competitividade em relação aos concorrentes.

 

Entendendo a estrutura de um e-commerce

A plataforma de e-commerce é a estrutura básica da loja virtual. A escolha é fundamental para o bom funcionamento do seu e-commerce!

O cadastro de produtos é outro fator essencial na estrutura de qualquer negócio online.

Uma loja virtual não possui algumas vantagens que o comércio físico apresenta, como tocar os objetos, experimentá-los e sentir cheiros. Tudo é feito por meio de fotos e descrições, então prepare a sua vitrine online com imagens bem produzidas e que mostram todos os detalhes do que está à venda.

Já o texto de apresentação de cada produto deve levar em conta as principais características como material, tamanho e marca, por exemplo.

O consumidor não pode ficar com dúvidas, sob pena de migrar para a loja do concorrente. A descrição também é fundamental para que a página apareça no ranking do Google.

 

Processo de venda

Passado a estrutura do E-commerce, agora é o momento de focar nas vendas, e estar preparado para a conversão.

 Nesse momento, é preciso pesquisar e saber quais são os melhores meios de pagamento para a loja virtual.

É importante que você analise bem, pois, cada negócio possui as suas particularidades. Existem vários meios de pagamento, é sempre importante comparar custos e benefícios é essencial.

Assim, indicamos que a loja virtual ofereça, pelo menos, duas bandeiras de cartão de crédito e outra alternativa como boleto ou transferência bancária.

Por ultimo no processo de venda, é a entrega. É importante que você priorize a logística e o acompanhamento dessa etapa é requisito básico  para a operação de um e-comemrce. Em relação a isso, uma opção para os iniciantes é o dropshipping, onde a venda é feita a partir de estoque e logística de envio de terceiros.

 

Atendimento ao consumidor

Esta é a parte de maior importância para nós!

O dono da maior empresa de E-commerce do mundo, Jeff Bezos, CEO da Amazon, diz:

“Tínhamos três grandes ideias na Amazon. Estas foram colocadas em prática nos últimos 18 anos, e são a razão pela qual somos tão bem-sucedidos: coloque o cliente em primeiro lugar. Inove. E seja paciente.”

O atendimento ao consumidor é um dos principais fatores de fidelização. De acordo com o Sebrae, mais de 65% da receita de uma empresa vem de clientes da base. Os outros 35% restantes são provenientes de novos clientes.

Por isso, empresas de e-commerce investem em marketing digital e buscam criar laços com o seu público. Muitas fazem isso por meio de posts nas redes sociais, blog, e-mail marketing e, até mesmo, mensagens via WhatsApp.

Ações simples como dar desconto no dia do aniversário já aproximam o consumidor da sua loja virtual. 

Todas as dicas acima funcionam para o pré-vendas e também pós. Ambos fazem parte do SAC (serviço de atendimento ao cliente) de um e-commerce. Focar em bom atendimento é um caminho certo e muitas pesquisas mostram isso.

 

Qual será o futuro para os E-commerce?

Nos próximos anos, é possível esperar que o comércio virtual ganhe ainda mais força.

Principalmente por conta da grande quantidade de dispositivos móveis, como os smartphones, o e-commerce segue em ritmo de crescimento.

Então, é preciso adotar um posicionamento mobile-friendly a fim de atender os consumidores que preferem comprar a partir de um celular ou tablet, por exemplo.

Entre as estratégias adotadas pelos E-commerces, podemos citar:

  • Marketing digital para redes sociais;
  • Relacionamento personalizado para os consumidores;
  • Marcas se tornarem mais próximas dos seus clientes;

Desse jeito, é possível se destacar e conseguir melhores resultados!

 

Quais são os e-commerces bem-sucedidos no Brasil?

B2W Digital

A B2W Digital é a empresa de comércio eletrônico mais bem-sucedida no Brasil. Ela engloba nomes famosos, como Americanas.com, Submarino, Sou Barato e Shoptime, e atende consumidores de diversos perfis devido à grande variedade de produtos ofertados por esses empreendimentos.

A B2W surgiu a partir da fusão da Americanas.com e o Submarino em dezembro de 2006. Em 2007, o Shoptime se incorporou à marca e, desde então, houve uma expansão internacional para países como México, Argentina e Chile.

Em 2011 o grupo lançou o site Sou Barato, um outlet que revende produtos novos, mas que tiveram sua embalagem aberta e foram devolvidos à loja.

Cnova.com

Trata-se de uma empresa multinacional com sede nos Países Baixos que pertence ao Grupo Casino. Atualmente, ela conta com quatro e-commerces bastante conhecidos aqui no Brasil: Casas Bahia, Pontofrio, Extra e Barateiro, uma loja de produtos com avarias.

A Cnova.com surgiu em 1996 com a criação do comércio eletrônico da rede Pontofrio e por meio de uma fusão com a concorrente Casas Bahia. Atualmente, a empresa oferece um vasto sortimento de produtos, como eletrodomésticos, eletrônicos, computadores e acessórios de informática, vestuário, decoração etc.

Magazine Luiza

O Magazine Luiza controla seu próprio e-commerce varejista de eletrônicos e móveis. O grupo também controla a Época Cosméticos, loja virtual especializada em artigos importados de perfumaria e beleza.

Foi em 1992, quando a internet ainda dava seus passos iniciais no Brasil, que a empresa implementou o conceito de e-commerce, facilitando o atendimento em lugares que até então não tinha atuação.

Mais de duas décadas depois, tal modelo de venda continua sendo uma grande aposta da companhia. Inclusive, em 2003, lançaram a Lu, uma assistente eletrônica de vendas. Na época, isso foi uma revolução que se provou certeira: em 2017, esse bot ajudou a aumentar em 56% as vendas on-line da empresa.

Mercado Livre

O mais famoso dos marketplaces e líder de mercado na América Latina. Tem um público fiel, mas sofre com diversas reclamações e não tem um suporte muito bom.

 

Quais são os maiores comércios virtuais do Mundo?

Outro dado interessante que mostraremos aqui são os dois e-commerces mais acessados no Brasil, e ele são internacionais.

Com certeza você já deve ter feito uma compra neles ou então, já acessou apenas para ter aquele gostinho de apertar no botão de compra

Amazon

A Amazon, fundada por Jeff Bezos, é reconhecida como a maior varejista online do mundo. Não é por menos que é um dos comércios eletrônicos que mais cresce na atualidade, apenas em 2018, seus rendimentos cresceram mais de 38% (Statisa).

Além disso, apenas aqui no Brasil, no mês de setembro, próximo ao lançamento do Amazon Prime, a empresa conquistou o total de mais de 49,2 milhões de visitantes em seu website (Valor Investe).

Alibaba

O Aliexpress (que faz parte do grupo chinês Alibaba), alcança mais de 16 milhões de acessos por mês (somente em território brasileiro).

Um fato importante é que o e-commerce possibilitou que práticas de importação e exportação se disseminassem ainda mais. Aquele consumidor que precisa de um certo produto pode comprá-lo diretamente de um fabricante no Japão ou na China.

Várias barreiras, incluindo a língua e a burocracia, foram vencidas graças às lojas virtuais.

 

Ao entender melhor o que é e-commerce, você notará que essa abordagem já faz parte da vida de muitos consumidores.

Por esse motivo, considere adotá-la para gerar crescimento de receita para seu empreendimento!

Agora que você já dominou os conhecimentos básicos sobre um e-commerce, você sabia que com todo negócio, os ecommerces tem problemas?

Se não sabia disto, confira clicando aqui: Quais os maiores problemas ao abrir um e-commerce do zero?

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